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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Saúde, exercício, estudos...



    Finalmente, depois de um longo período de especulações, foi publicado o tão aguardado edital do TRE-CE. 
Então, num momento como esse, uma partedos concurseiros, pensa o seguinte: vou abandonar tudo o que eu puder para estudar. E estão certos. A questão é saber o que se pode e o que não se pode abandonar...

     Primeiramente é preciso que fique claro que passar num concurso exige tempo. Por mais que você saia riscando n atividades do seu dia, é muito difícil aprender todo o conteúdo em apenas 2, 3 meses, principalmente se a pessoa trabalha. Revisar é possível, revisar no sentido de que você já sabe o grosso de Direito e algumas outras disciplinas. 

     Pois bem, uma das coisas que não se pode abandonar de forma alguma é a saúde e a manutenção dela é fundamental para que você passe. Manter o sono, e o funcionamento normal do seu organismo farão com que você renda mais. E antes que alguém diga: "Não posso perder uma hora do meu dia com exercício." Pergunte-se o que ocorrerá se você perder a vaga porque os seus exames demonstraram o quão seu organismo sofreu com a sua negligência? É preciso estar apto mental e fisicamente para tomar posse, lembremos..

    A vida nas grandes cidades nos reserva inimigos ocultos que podem matar. O principal deles é o estresse juntamente com a ansiedade. De repente, você começa a passar mal com frequência, fica irritadiço, tem taquicardia, seu colesterol, embora você não esteja com sobrepeso, aumenta, você sente falta de ar... Boa parte desses sintomas vão embora depois do exercício físico. O exercício físico faz bem não só para o físico, mas também para a mente. Ele consegue eliminar sentimentos negativos como tristeza, raiva, estresse, apatia...

   Então, nem venha com desculpas como: não tenho tempo. O tempo é antes de tudo uma questão de prioridade.

domingo, 8 de agosto de 2010

Do Fantasma da Acomodação

Não muito raro, quando se passa em um concurso, vem a vontade de descansar e não fazer mais nada. Isso se deve pelo fato de o concurseiro ter aberto mão de várias coisas para conseguir a aprovação, então, nos dias imediatos à divulgação do resultado, ele quer reaver o tempo "perdido". O problema é quando essa aprovação é a chamada aprovação intermediária, ou seja, ainda não é o concurso dos sonhos do concurseiro, logo tem que se recomeçar o ciclo motivacional para alcançar novos objetivos.

Todavia lutar contra a natureza não é nada fácil, pois quando o ser humano está numa situação relativamente tranquila, ele reluta em sair da zona de conforto e, para quem estava desempregado, ser nomeado em um concurso, mesmo que ainda não seja o concurso dos seus sonhos, é uma situação extremamente confortável. Portanto, há de se motivar para dar início a um novo ciclo que fará com que você tenha a força de vontade suficiente para fazer tudo de novo.


Bom, uma das vantagens de se estudar para concurso é que se aprende sobre vários assuntos , desde Direito até Administração e, como hoje é sabido pelos teóricos de Gestão de Pessoas, ninguém motiva ninguém; somente você pode se motivar, principalmente porque o que motiva uma pessoa não motiva as demais... Então, para não ficar acomodado e deixar as oportunidades passarem, trate de arrumar uma motivação seja ela financeira - concurso com salário maior, afetiva -  o concurso que fará você voltar para o seu estado, etc, porque o tempo não pára, isso, claro, se você não quiser parar onde está. Se quiser permancer no atual cargo até o fim da sua vida, então aí é outra história...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Da Ansiedade Concurseira



Tão certo quanto 2 + 2 = 4, a ansiedade tem o mesmo efeito da preocupação: perda de tempo!

Todavia saber que ela não ajuda nem sempre nos deixa imunes  à sua instalação no organismo. Quando você menos espera, está nervoso, sem conseguir se concentrar em nada, sem conseguir completar suas tarefas, ou seja,  está num estado totalmente negativo e improdutivo.

No caso dos concurseiros, o que mais gera a ansiedade é o resultado de concurso, ou melhor, a espera pelo resultado. Nem mesmo os concurseiros experientes estão totalmente livres desse sentimento. E o que fazer depois que ela se instala? Como voltar ao estado de normalidade? Como não deixar de viver enquanto as coisas tão esperadas não acontecem?

Para mim, o que funciona já há algum tempo, é pegar o magnífico livro "A Arte da Felicidade - Dalai Lama"  e aproveitar os seus ensinamentos. Não temos o poder de adiantar os fatos, pelo menos não os que não dependem de nós, por exemplo, a divulgação de resultados de concursos. 

Simplesmente, devemos compreender que o tempo não para, e temos duas opções: 

1ª - aproveitar o tempo de forma produtiva - estudando, por exemplo;
2ª - ficar estagnado aguardando o tão esperado fato, notícia etc.

Entretanto a ansiedade toma conta dos concurseiros de uma tal maneira que, embora a data provável de divulgação dos resultados esteja prevista no edital, eles não se contêm e passam horas na internet numa tentativa sonhadora de receber alguma orientação diversa, uma informação milagrosa de que o resultado sairá antes..

Resultado: perda de tempo, de qualidade de vida, de horas de estudo.

Por isso,  é imprescindível que o candidato aprenda a controlar suas emoções para não ser vencido pela ansiedade nem antes nem durante nem depois da prova..











 


domingo, 6 de junho de 2010

Do Isolamento Concurseiro

Estudar para concurso passa por vários momentos e um deles é o momento do isolamento. Esse distanciamento dos conhecidos, amigos e família é algo que ocorre naturalmente em virtude de o concurseiro não querer saber de outro assunto a não ser concurso. Logo, só quem tem saco de conversar com um concurseiro é outro concurseiro.

Estava observando, por exemplo, que hoje só falo com os amigos mais íntimos, meu namorado e as pessoas mais próximas da família. No mais, não mantenho contato com a maioria das pessoas que conheço. Simplesmente porque se extinguiu o assunto. Não que eu seja uma pessoa limitada, todavia simplesmente não tenho tempo para assistir a todos os episódios do House, ver a novela, acompanhar o Basileirão(desse eu nem gosto rsrr), ir a festas, assitir aos filmes em cartaz, dar conselhos para namoros infrutíferos etc. Resumindo: em pouco mais de um minuto de conversa fica aquele vácuo...

Em compensação, a quantidade de conhecidos concurseiros aumentou e o assunto também, afinal além dos concursos que já estão em andamento, há outros previstos para breve, o que faz com que haja muito a se discutir. Edital, questões de prova, gabarito, recursos, homologação, dicas etc.

Mas, claro, tudo isso dentro do horário destinado à internet, pois passar horas na rede mundial de computadores não vai ajudar na aprovação, pelo contrário.

Engraçado que eu estava observando meu msn um dia desses e comecei a rir.

Vou explicar:

Lista do meu msn com o plugin do Media Player ativado - rol exemplificativo(Para evitar problemas, colocarei nomes fictícios, mas a situação foi real).

Marcinha - Espatódea - Nando Reis
Rodrigo - Creed - My Sacrifice
Carla - Forró do Muído - Tá com medo de amar
Adriana - Marisa Monte - Beija EU
Eu - Processo Penal - Da Ação Penal - Aula 1

Está saltando aos olhos de todos que meu único interesse é concurso.. hehehe

 O caminho para a aprovação exige muito sacrifício. É ler, ouvir e falar em concurso. Não importa se o Ricky Martin assumiu que era gay(eu já suspeitava há muito tempo), se a Lady Gaga lançou um novo clipe, se o Brasil vai estrear na Africa do Sul nesta semana - até mesmo porque nem eu nem a população fomos beneficiados direta ou indiretamente pelo pentacampeonato da seleção, para mim o Brasil ganhar ou perder não faz diferença prática, não entra um centavo a mais na minha conta bancária, aliás sequer o brasileiro é respeitado lá fora em virtude disso ...

Ou seja, enquanto não se passa dentro das vagas do edital, o concurseiro de verdade só quer saber de concurso. Todo o restante, salvo raras exceções, é deixado em segundo plano.

Depois da aprovação, você faz uma grande comemoração e reativa todos os laços afrouxados...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Do Desespero do Concorrente



É engraçado como algumas pessoas pensam em n possibilidades para conseguirem ser aprovadas em concurso, menos na que realmente as fará passar: o estudo.

Recentemente, fui "vítima" de uma tentativa de desencorajamento dos meus objetivos. Digo "tentativa" porque, como já tenho experiência no mundo dos concursos e não me assusto mais com número de concorrentes, tamanho do conteúdo programático etc, a atitude do referido concorrente não teve seu escopo atingido.

Pois bem, no intervalo da aula de um curso preparatório, um candidato me indagou se eu já havia escolhido minha lotação e me disse que era melhor eu não concorrer para a minha cidade, pois a concorrência seria altíssima(coincidentemente, ele também concorreria para minha cidade). Depois de ouvir a minha resposta, ele mudou de tática: resolveu se aproximar e ver o meu nível de estudo, passando então a me questionar sobre as minhas aprovações, meu conhecimento adquirido etc. Deve ter se lembrado da velha máxima:e resolveu colocá-la em prática:  "Se não pode com ele, junte-se a ele"...

Foram necessários apenas alguns instantes para reconhecê-lo:  o típico concorrente desesperado. Esse tipo de candidato tenta minimizar a concorrência contando vantagem.. Ele sabe muito(palavras dele), a banca é que não soube reconhecer o seu potencial, melhor dizendo, as bancas, pois já fez vários concursos, com várias bancas diferentes e não passou em nenhum...

Gostaria de deixar claro que, realmente, há pessoas que estudam muito, se esforçam, e não conseguem passar por alguns detalhes, todavia, o  candidato mencionado outrora é o típico aluno de cursinho: não estuda em casa, passa o tempo todo reclamando do professor, não aproveita a estrutura do curso e não perde uma oportunidade de tentar desmerecer a concorrência, afinal ele é bem relacionado,  sabe tudo e tem  informações privilegiadas, pois já estagiou em procuradorias, fóruns, tribunais e quaisquer outras entidades que sejam vinculadas ao concurso em questão.

Então, caro concurseiro iniciante, não se deixe influenciar por conversa de concorrente, afinal, o que  ele mais quer é que você desista e nunca enxergue a verdade: quem estuda , passa! Pode não ser agora, pode não ser amanhã, mas quem estuda, um dia passsa!


ASSUMINDO AS FALHAS DO PRESENTE E TRANSFORMANDO O FUTURO


É muito difícil encontrar pessoas que realmente assumam os seus erros no caminho concurseiro. As “desculpites” incluem desde a banca até o barulho na casa da vizinha.

São vários os fatores que ajudam o candidato a se enganar e a continuar sem ser aprovado em concursos.

O primeiro é não se conscientizar de que concurso é um projeto e, como todo projeto, deve ser planejado e, para que dê certo, a execução deve obedecer ao que fora pré-estabelecido. Esse planejamento envolve desde a análise da sua adequação ao futuro cargo, pretensões salariais, até a coleta de resultados de concursos anteriores da área específica, provas da banca, aquisição de material de estudo, confecção de um cronograma de estudos e definição dos seus novos horários até passar.

O segundo é não ter em mente que esse projeto exige qualificação. Hoje, a concorrência real está extremamente qualificada. Logo, não são as questões da Fundação Carlos Chagas que são ridículas, o nível do candidato que concorre a cargos de nível médio é que aumentou. Sem falar que a maioria dos aprovados nas vagas do edital não tem apenas o nível médio. No último concurso do TRE-BA, em uma pesquisa com os aprovados dentro do número de vagas para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa, todos os que estavam nas vagas do edital ou já eram formados em Direito ou estavam cursando Direito.

Todavia o candidato não quer ver essa realidade, ou seja, não quer estudar com afinco, não quer abdicar - afinal, para quem estuda e se dedica, nada é impossível. Ele prefere dizer: “Ah, não passei porque as provas são decorebas, não exigem raciocínio, eu sou muito inteligente e não consigo passar nesse tipo de prova”. Entretanto, coincidentemente, esse mesmo candidato faz uma prova de outra banca, no caso dele o CESPE (porque só o CESPE seleciona...), e não passa. E aí? Já são duas bancas de estilos diferentes, qual a desculpa de agora?

Ah, mas ele encontra outra desculpa rapidinho: “ A culpa é da vizinha barulhenta! Não consegui estudar por causa da vizinha!” Bom, se não me engano, a análise do local de estudo deve ser feita antes de se começar a estudar, na fase do planejamento.

 Sinceramente, foi-se o tempo em que barulho era obstáculo para o estudo. Muito facilmente qualquer pessoa consegue comprar protetores auriculares capazes de abafar 99% dos ruídos. Podem encontrar alternativas como estudar em bibliotecas, enfim, como diz a frase: “O interessado corre atrás”.

Com certeza, quem está disposto a vencer vai arrumar uma maneira de conseguir lidar com o barulho, com o estilo da banca, com os amigos que querem atenção e todos os percalços que surgem nessa fase. Será capaz de admitir que, se não passou até o momento, foi porque houve falhas e não por causa da banca, da vizinha, do sol, do vento...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Inveja x Aprovação : Desculpite, Superstição ou Tem Fundamento?

Não é de hoje que se ouve falar em termos como "quebrante", mau-olhado, olho gordo. Segundo os espiritualistas que acreditam que nem tudo depende apenas da racionalidade e das fórmulas no estilo "A+B=C", a energia negativa de terceiros pode interferir no seu sucesso, na medida em que, ao saberem dos seus planos e desejos, pessoas invejosas e pobres de espírito lançariam uma carga energética tão negativa que interferiria na sua motivação para concluir o projeto.

Curiosamente, deparei com um tópico em uma comunidade de concurso do Orkut questionando os demais membros sobre sua visão acerca do assunto. Afinal, é melhor espalhar aos quatro ventos o que se pretende fazer ou o melhor mesmo é ficar caladinho e surpreender com os resultados?

Em resposta a esse questionamento, muitos candidatos disseram acreditar, sim, no poder da inveja, no sentido de interferir na motivação e de, muitas vezes, atrapalhar diretamente o estudo. Alguns relatam que, coincidentemente, quando dizem que vão estudar para concurso, tudo começa a acontecer. As pessoas começam a "inconscientemente" lhe atrapalhar, por exemplo, pessoas que você mal via, depois que descobriram que você vai estudar para concurso, agora, ligam pra você o convidando pra sair frequentemente e quando você diz que não pode, elas dão um sermão... Em outros casos, você passa de uma motivação exemplar para um estado de apatia em questão de segundos após divlgar os seus planos. Um cansaço inexplicável, sua saúde está perfeita, mas você não consegue sair do lugar.

Outros relatam a inveja na própria família.  Segundo eles, aqueles parentes que se acomodaram em seus empregos privados, que ganham pouco e, definitivamente, não querem reconhecer que valerá a pena você largar tudo para estudar e ter um salário que pode ser até 10 vezes maior que o deles , começam a lançar comentários desestimulantes e a desejar profundamente que você não passe, o que  acaba acontecendo.

Em contrapartida, os céticos e racionais que acreditam apenas na fórmula "A + B = C"  afirmam que inveja e mau-olhado existem apenas na crendice popular e nas pessoas que querem arrumar uma desculpa para o seu insucesso. Não tem segredo: você estuda, você passa!
 
De repente, você se questiona: quantas pessoas inteligentes e capacitadas você conhece que estudam com compromisso, com afinco, mas não conseguem ser aprovadas? Elas respeitaram a fórmula, mas no caso delas, A + B não deu igual a C...

Por outro lado,  analisando resultados de concursos, coincidentemente, os primeiros colocados, em 99,9% dos casos são pessoas que você nunca viu comentando em comunidades (e se comentam comentam com um perfil "fake" para não serem reconhecidas), pessoas que não têm no seu perfil os concursos  em que estão inscritas, os que pretendem fazer... Vemos listas com nomes nada familiares...

Coincidência? Fundo de verdade?

Afinal, a inveja interfere, de fato, nos seus resultados? Alguém se habilita a fazer um teste?

Vamos lá: Inscreva-se em um concurso, conte para todas as pessoas invejosas que você conhece( e as que você não acha invejosas também, pois nunca se sabe) que você se inscreveu e que você, se passar, vai ganhar em torno de 8 vezes mais que ela.
E se inscreva-se em outro, similar, claro, mas não conte a ninguém. 

Regras: Estude mesmo(ou tente), afinal sem estudar ninguém passa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TRE-PE - UM RELATO...

Ah, vida de concurseiro... Viajar pelo país em busca de uma vaga, sujeitar-se a situações às quais você não se sujeitaria normalmente, fazer uma ótima prova e, em virtude da má organização do certame, não saber se esse terá continuidade. Definitivamente, vida de concurseiro é repleta de emoção.

Dia 17/01/2010

09:00h - Começo os preparativos para o grande dia. Tomo banho, café. Verifico toda a documentação necessária, o material para ir lendo durante a viagem, água, barras de cereal, afinal não ia dar tempo ir a um supermercado e tudo no aeroporto é um absurdo.

10:30h - Saio de casa. Minha mãe vai me deixar no aeroporto. Chego com uma hora de antecedência, mas a fila para o chek-in está imensa. Pânico!( Não vai dar tempo fazer o chek-in - penso). Vou atrás de um funcionário da companhia aérea e consigo fazer o chek-in e embarcar.

11:35h - Avião finalmente decola. Rezo para que o avião não caia(era da TAM) e para que dê tudo certo.

12:25h - Céu num tom cinza-azulado, o comandante solicita que os funcionários interrompam o serviço de bordo. Começa a turbulência. Lá se vai minha concentração pra terminar de ler a resolução 21.538. Alguns instantes dentro de nuvens, tudo se normaliza.

12:45h - "Sejam bem-vindos ao Recife"( por que " ao Recife" se Recife não pede artigo? Pensei que só os Recifenses tivessem essa mania, mas...), disse o comandante.

Clima fantástico para um dia de prova: 13:00h, parecendo um fim de tarde chuvoso.

13:00h - Vou em busca de almoço. Não há a menor possibilidade de fazer uma prova de estômago vazio ou com preenchimento insuficiente ou precário, mas, antes, tenho que comprar um cartão telefônico pois, "idiotamente"(neologismo carregado da emoção do momento) não comprei o cartão antes. Tive que pagar 8 reais por um cartão telefônico da Oi - dupla revolta...

13:26h - Já no restaurante, o pedido finalmente chega. Quase 5 reais por um suco e me vem um refresco de laranja de 300 ml... Chamo o gerente e  o esclareço da diferença entre suco e referesco, pelo menos no caso da laranja. Ele é solícito, pergunta-me se desejo o dinheiro de volta ou um suco de verdade. Estou com pressa, não quero nem  uma coisa nem outra...

13:55 - O tempo voa... Ligo para a empresa de táxi e a atendente informa que o táxi levará uns 10 minutos ainda pra chegar. Digo ok, porém estou disposta a esperar apenas 5 minutos. Curiosamente, em 2 minutos o táxi chega.

14:00h - Digo para o taxista que ele tem que ir "voado", pois minha prova é às 14:30h. Ele acata minha ordem e faço uma viagem com emoção, cheia de zigue-zagues, ultrapassagens perigosas. Mas é isso mesmo.

14:20h - Chego ao local de prova. Verifico meu nome na lista. Subo para o andar onde fica minha sala.

14:22h- Identifico-me na entrada da sala. Tiro o rótulo da garrafa de água mineral por solicitação da fiscal. Vou até a cadeira reservada para minha pessoa. - número 29 (Só depois analisei numerologicamente: um bom número... )

Após esse momento, perco a noção de tempo determinado. Estou sem relógio, meu celular está sem bateria  na bolsa. Aguardo o início da prova.

Eu sabia que próximo à Escola Luiz Delgado existia uma feira, mas não que ela havia sido transferida para a dentro da sala em que eu ia realizar a prova. Deveria ter levado meus tampões de ouvido. É incrível como no PI e em PE os candidatos se conhecem ou desenvolvem uma amizade repentina e começam a conversar e a rir como se estivessem numa festa.

Chegam as provas. A fiscal solicita uma candidata(na minha sala só havia mulheres) para romper o lacre. Creio que, pelo tamanho da saia da candidata, ela se decepcionou ao ver que só havia mulheres no recinto. Porque, em dia de chuva, alguém ir fazer uma prova com uma saia que, com dois dedos a menos, daria pra ver o útero, esse alguém só poderia estar querendo desconcentrar os candidatos do sexo masculino e as homossexuais. Aliás, intriguei-me mesmo como deixaram alguém que foi quase nua fazer a  prova.

Começa a entrega das provas. Enquanto as provas estão sendo entregues, as candidatas continuam conversando, mesmo as que receberam as provas. Solicito ao fiscal do sexo masculino que chame a atenção para a conduta proibida em edital. Ele diz "ok" e dá de ombros.  Pense num fiscal bem preparado e com moral...

A fiscal do sexo feminino se prepara para ler as instruções, e a sala recusa a leitura. Cinco minutos depois, começam as perguntas idiotas. Dispensam a leitura e perguntam sobre o que está na capa da prova? Candidato além de cara de pau é paradoxal...

Finalmente, o silêncio! Começo a resolver a prova. Conhecimentos Gerais, tranquilo. Conhecimentos Especificos me deixam em dúvida em duas questões. Fico até o final para poder levar a prova e também para conseguir me lembrar de mais informações para não errar as questões que me deixam em dúvida. Termino a prova. Entrego meu gabarito.

Saio. Tomo um banho de chuva enquanto espero o táxi. Chego ao aeroporto. Niguém no balcão e a atendente não me deixa fazer o chek-in nas máquinas. Ela solicita que eu fique na fila, aguardando para ser atendida pelos funcionários fantasmas, pois só ela estava vendo atendentes no balcão. Após um pequeno estresse, ela emite meu bilhete na máquina.

Finalemente, entro no avião. Cansaço, sensação de dever cumprido. Fome amenizada pelo sanduiche que foi servido (estava com qualidade inferior ao da ida, pois o pão parecia de dois dias atrás, mas tava quente, tava valendo).

1 hora depois: "Bem-vindos ao Aeroporto Internacional Pinto Martins". Ah, minha Terra da Luz, I'm back!.  

 






quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aqueles Dias...

Todo concurseiro tem aquele dia, ou aqueles dias, em que a desesperança chega. Em poucos instantes, você começa a se questionar se todas as demais pessoas estão certas e você está errado. Se você não está perdendo vida, enquanto os outros a estão vivendo... Porém, basta se acalmar um pouco e lembrar das frases dos seus amigos e conhecidos:
"Trabalho demais"
"Ganho muito mal"
"Se eu estudasse, eu faria um concurso"
É, você está no caminho certo! O concurso realmente vem se tornando o desejo de muita gente e é justamente por isso que passar está cada vez mais difícil, principalmente pra quem está atrás de uma vaga de nível médio.
Não é uma questão de achismo, é uma questão de estatística. Os números não mentem e têm poder! Mesmo já há algum tempo na estrada, tempo suficiente pra saber que existe a concorrência real e a concorrência aparente, há números que causam pavor a alguns concurseiros...
Como, por exemplo, a concorrência do Concurso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco a ser realizado em janeiro de 2010:
Técnico Judiciário  - 12.325,4. Não são 12 candidatos, são  mais de 12 mil candidatos por vaga!
Passado o choque inicial, porque não tem quem não se assuste com esse número, você para pra analisar e fica mais assustado ainda:
"Eu vou concorrer com candidatos de nível superior!"
Sim, porque foi-se o tempo em que o cargo de nível médio era almejado apenas por quem posssuía nível médio. Hoje, dependendo do salário, até quem tem Doutorado vai atrás da vaga de nível médio...
Então, diante de estatísticas, anseios e receios, o candidato entra em desespero e pode, de fato,  comprometer seu rendimento, esquecendo-se de que "o jogo só acaba quando termina". Então, ainda faltando tempo para a prova, em vez de estudar com mais afinco, ele se desestimula, se deixa vencer pelo cansaço e acaba perdendo a batalha.
Não desanime! Estude, estude mesmo. Estude na sala, na cozinha, no banheiro, dentro do ônibus, dentro do táxi a caminho da prova, até enquanto o fiscal da sala permitir. Estude com 12 mil concorrentes, com 30 mil concorrentes, com 50 mil concorrentes. Passar, antes de ser uma questão de estudo, é uma questão de frieza e racionalidade. É um grande teste psicológico que começa na hora em que você se inscreve e acaba com a prova.
Acredite em si mesmo!
Há uma citação que deve estar sempre na mente do concurseiro:
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!"
Jean Maurice Eugène Clément Cocteau

Então, vá lá e faça!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Saia da Zona de Conforto!

Atendendo a pedidos, vou tentar postar textos no blog com mais frequência. A questão é que concurseiro que estuda com compromisso tem pouco tempo pra internet, mas vamos ao texto.

O que dificulta o sucesso de muitas pessoas é o seu comodismo, a sua inércia e o desejo de permanecer na chamada "zona de conforto", embora, em alguns casos(como o meu), ela esteja mais pra zona de desconforto...

Na minha opinião, algo é considerado confortável quando satisfaz todas as suas necessidades básicas e mais um pouco, ou seja, dinheiro no bolso, boa saúde, um bom meio de transporte, uma casa pra morar, enfim, bens que você possa chamar de seus... Não compreendo como algumas pessoas podem se acomodar  ganhando mal, trabalhando que nem um escravo, morando de aluguel e vivendo pessimamente. É contraditório, aliás, é paradoxal chamar isso de zona de conforto...

Pra quem ainda não acordou pra vida, é importante deixar claro certas coisas. Vamos a elas...

Passar num concurso extremamente concorrido exige dedicação e abdicação. Realmente, você terá de reduzir o tempo não útil na internet como conversas ao msn, visualização demasiada do Orkut e de seus aplicativos (que viciam) como "Colheita Feliz", "Joga Craque" e, agora, na época do Natal, a "Árvore de Natal" entre outros.

Também é necessário gerenciar seu tempo de forma produtiva. Depois de elaborado seu cronograma, siga-o à risca e evite situações que possam tirá-lo do foco. Vença o falso-cansaço, mais conhecido como preguiça. Esqueça frases como "não consigo estudar x horas, meu limite é y horas".  Você determina seu limite!

Antes, eu pensava ser mentira quando alguns candidatos que foram aprovados em primeiro lugar em concursos concorridos diziam que estudavam, 10, 11, 12 horas por dia. Eu dizia: "isso é conversa. Pode até ser hora bruta, mas hora líquida, duvido que alguém consiga estudar 12 horas"

Pois bem, atualmente, estou estudando 10 horas líquidas. No início, foi muito difícil, a preguiça era demais e digo preguiça porque se você está realmente cansado, nada o impede de dormir. Se você consegue ver um programa de tv, assistir a um filme ou, simplesmente, bater papo no msn, então você não está cansado, você  simplesmente não quer sair da zona de conforto.

Ah como eu queria passar a tarde assistindo "Everybody Hates Chris"(na Record mesmo porque no momento não dá pra ter TV a cabo - olha aí mais uma motivação rsr) em vez de estudar!  Aliás, todo mundo prefere se divertir a estudar, é natural. Agora, quando se está estudando pra  concurso, as coisas ficam diferentes. Ou você faz um sacrifício agora ou vai passar o resto da vida se lamentando. O que você prefere?

Há uma comparação que acho interessante. As pessoas que malham, assim como eu,  vão entender melhor. Você só aumenta a sua massa muscular quando aumenta os pesos com os quais você faz exercícios, todavia, aumentar a carga, significa sentir dor no início até se acostumar com o novo peso. Muitas pessoas malham assim: colocam um peso maior na máquina, mas como percebem que elas terão de usar um pouco mais de força pra levantar, elas voltam ao peso anterior, consequentemente, elas não evoluem e vão continuar com o mesmo índice de massa magra...Com o nosso cérebro funciona da mesma forma. Muitos concurseiros resolvem aumentar a carga horária de seus estudos, entretanto nos primeiros dias(fase de adaptação) começam a sentir os sintomas (um cansaço, um incõmodo, uma vontade irresistível de dormir), então desistem logo e voltam à sua carga horária antiga... Consequência: continuam com o mesmo nível de conhecimento.

O problema de continuar com o mesmo nível de conhecimento é que, provavelmente, esse seu nivel de conhecimento não será suficiente pra passar e passar de verdade é ficar dentro das vagas. Negócio de ficar em 1000 e não sei quanto não é passar. Antes que alguém se rebele, é importante  esclarecer a importância de ter esse pensamento em mente: "Passar de verdade  é passar dentro das vagas do edital". Até mesmo porque sabemos nós que a nomeação de candidatos que estão fora das vagas é ato discricionário  da Administração, só é garantido direito subjetivo à nomeação a quem é classificado DENTRO das  vagas. Se você pensa: "Passando em 100º lugar tá bom", tenha consciênciaem de que ou a sua nomeação demorará bastante ou ela pode nunca acontecer...Eu já fiquei em 1242, em 1000. O que eu fiz? Revi tudo o que eu tinha feito de errado, cortei o mal pela raiz e resolvi estudar com compromisso.

O que falta a muitos concurseiros é estudar direito, é pôr em prática tudo o que eles leram nos livros do William Douglas, do Alexandre e Deme e de similares. Falta, a grosso modo, vergonha na cara!
Sei que essas palavras soam rudes, mas é a verdade e a verdade, muitas vezes, dói, mas só ela liberta. Você tem que deixar a velha "desculpite"

Sinceramente, não aguento mais essa história de comunidade: "FCC - concurso do Idoso.." "Só o CESPE seleciona". Conversa! Grande parte dos membros de comunidade são extremamente "viajantes". Não pesquisam sequer um dado estatístico e saem espalhando aos quatro ventos que todo mundo fecha as provas da FCC.

Falando em dados estatísticos, aqui vão os recentes da FCC:

Ano Tribunal Vagas Incritos -  Maiores Pontuações


2008 TRT 19 - CADASTRO DE RESERVA 28.783 - 11 fecharam

2008 TRT 18 - 3 + CR 23.879 - 1 fechou

2008 TRT 2 - 7 53.719 - 1 fechou

2009 TRT MA - 5 16.418 - 6 fecharam

2009 TRT 15 - 5(Campinas)* 18.718 - 1 fechou

2009 TRE PI - 15 17.572 - ninguém fechou

2009 TRT CE - 32(Fortaleza) 32.290 - 25 fecharam

Mesmo no concurso do TRT-CE, o maior índice de acertos em provas da FCC, o percentual foi baixíssimo. O que prova que poucas pessoas se dedicam de fato. Embora, a maioria dos candidatos tenha dito que a prova estava "dada", que tinha sido uma vergonha, disseram até que 700 pessoas tinham fechado a prova..kkkkkk Aiai, o lado bom de comunidade é que a gente ri demais.

Voltando ao foco...



Não são todas as pessoas que conseguem sair da zona de conforto, por isso, também não são todas as pessoas que são bem sucedidas. Há muitas pessoas boas no mundo, mas para sermos destaque, principalmente no mundo dos concursos, temos que ser as melhores.

Saia da zona de conforto!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dicas para um Concurseiro com Dificuldades

Não são todas as pessoas que se predispõem a fazer um concurso que podem contar com condições favoráveis para estudar. Na maioria das vezes, a gente não tem dinheiro pra pagar um cursinho e tem que estudar em casa. Todavia não é uma casa projetada, com um quarto de estudos e isolamento acústico, é uma casa normal com família, vizinhos, cachorro, papagaio etc.


É incrível como, quando você decide estudar de verdade, tudo surge pra lhe atrapalhar. O telefone que você até pensava estar com defeito porque não tocava antes, agora, toca de minuto em minuto; a campainha, então, nem se fala... São vendedores, pedintes, os amigos do seu irmão, os colegas de trabalho  dos seus pais e uma variedade de pessoas que não apareciam antes.


E o que dizer então das pessoas que você conhece... Antes, você passava o fim de semana sem sequer  um convite pra ir até a esquina, mas, no momento em que você diz: "Vou estudar pra concurso", até aquelas pessoas que mal falam com você (colegas de infância, de um curso qualquer, da faculdade) aparecem,  querendo marcar um encontro pra rever o pessoal... Depois do advento do orkut, ficou mais fácil essas pessoas o encontrarem. Não sei se é um desejo mórbido inconsciente de que você não passe ou se é uma mera "coincidência", só sei que além das pessoas não entenderem o seu momento, muitas delas ainda ficam irritadas se você se recusa a ir à balada, à churrascaria ou ao cinema com elas.

Mas vamos ao título do post...

Primeira dica para você que mora numa casa barulhenta ou com vizinhos que não tem noção do que diz a Lei do Silêncio:

Imagem 01: Protetor Auricular para barulho suportável.
Imagem 02: Protetor Auricular para barulho insuportável. Para melhor desempenho, use combinado com o protetor da imagem 01.






Há algo que, até hoje, não consegui eentender( entretanto como faz parte da vida do concurseiro que viaja de excursão, é mais importante remediar do que entender) e está relacionado com a segunda dica: O que se passa na cabaça do motorista do ônibus da excursão que coloca o ar-condicionado no máximo à noite como se a gente fosse para o Deserto do Saara em pleno meio-dia?

 Na última excursão em que fui de ônibus, o frio era tanto que sonhei que estava indo fazer o TRE do Paraná e olhe que eu estava a caminho do PI...

Para essas ocasiões, seguem dois equipamentos fundamentais::

Imagem 03 -  Meia Atoalhada Baixa Temperatura branca
Imagem 04 - Calça para temperaturas até -25 º









Só assim você vai conseguir dormir, caso o seu problema seja somente o frio durante a viagem.




Depois, posto mais alggumas dicas de como superar os obstáculos que aparecem na vida do concurseiro.
Boa sorte a nós!

sábado, 26 de setembro de 2009

Estabilidade: uma faca de dois gumes.

Já há algum tempo, venho pensando no lado negativo da estabilidade no serviço público. No quão prejudicial ela é quando os servidores se aproveitam da mesma para não trabalhar.

Antes que comecem a atirar pedras, é importante salientar que não são todos os servidores públicos que se aproveitam do fato de não poderem ser demitidos (a não ser que cometam uma falta muito grave e, mesmo assim, ainda deverá haver um processo administrativo em que lhe será garantida ampla defesa).

Não gosto de suposições. Prefiro estatísticas, fatos, experiências. Nada fictício. Situações reais.

Citarei alguns exemplos ocorridos ontem, sexta-feira, em três varas distintas de Tribunais distintos da nossa capital: Terra da Luz.

Aproximadamente, às 14:45h da tarde, dirigi-me a uma Vara da Justiça do Trabalho para verificar o andamento de um processo. Assim que entrei na Secretaria da Vara, a servidora falou algo extremaente audaz:

"Gente, hoje é dia de calmaria, sexta-feira, dia de desopilar"

Realmente, há dias em que a gente está muito calma e finge que não escuta determinadas barbaridades que são proferidas por alguns seres "humanos", pois, do contrário, eu teria dito a ela: "Pois é, hoje é sexta, mas ainda é dia de trabalho e ainda há expediente!"...

Simplesmente, a servidora estava me dando uma indireta (aliás, foi uma direta mesmo), informando que dia de sexta-feira não é dia de ninguém ir atrás de nada nas varas, pois é dia de descanso... Inclusive, os servidores já estavam entrando no clima do fim de semana:  um som altíssimo, tocando dance, altas conversas, risadas; se bobear, alguns já estavam dançando, trabalhar que é bom...  

Já que citei a referida servidora,  recordei-me de que ela, em outra ocasião, abandonou uma tarefa no meio, pois faltavam 5 minutos para a sua saída. Simplesmente, olhou para o relógio e disse:

"Meu horário já está acabando, a pessoa do outro horário vai ver pra você."
E foi-se embora.

Quando o funcionário do horário seguinte chegou, informou que não podia procurar o processo pois ele não tinha iniciado o procedimento. Resumindo: nem um nem outro resolveram o problema.

E, dessa forma, os cidadãos, em sua maioria, desprovidos de um conhecimento sobre como as coisas devem funcionar vão sendo enrolados e os processos na Justiça vão se arrastando por anos. Há servidores que, definitivamente, não se preocupam nem um pouco com a situação das pessoas que vão em busca de justiça.

Ao perguntar se demoraria muito para a liberação de um alvará, a servidora soltou essa:

"Calma, pra que esse desespero?! O dinheiro vai sair. Já tá lá. Acho que no final da outra semana a Juíza assina o alvará".

É nesse momento que aquela frase antiga e popular realmente mostra a sua veracidade: "No dos outros, é refresco..."

Vivemos numa sociedade capitalista, tudo custa dinheiro e custa caro. Existem milhões de pessoas desempregadas. Qualquer quantia que alguém esteja esperando receber é de suma importância, mas, para determinados funcionários públicos, que estão tranquilos, pois, ao final do mês, entrarão aproximadamente uns 7 ou 8 mil reais em suas contas; a parte ir atrás de um direito é algo impertinente e desnecessário...

Uma frase que me deixa absolutamente indignada é : " A Justiça é lenta porque não temos pessoal suficiente" . Mentira! A Justiça é lenta porque, infelizmente, grande parte dos servidores não quer e não trabalha como deve! E essa conduta vergonhosa não se limita só ao Judiciário. Em todas os poderes isso acontece.

Não conto as vezes em que me dirigi a um órgão público e passei horas esperando enquanto rolava o maior bate-papo entre os funcionários. Fofocas, divagações, comentários acerca da novela, das celebridades. Tudo  é motivo de ocupação nas repartições, exceto o trabalho que ali deveria ser feito. 

Mas, voltando às experiências de sexta-feira...

Saí da Justiça do Trabalho e fui ao Fórum Clóvis Beviláqua. Em uma das varas de Falências, às 15:40h, a juíza sequer tinha aparecido e não havia previsão se ela iria trabalhar.  Em outra Vara Cível, o Juiz também não tinha dado as caras. O que comprova que o descaso, a desídia, o desrespeito para com a função pública encontra-se em todos os graus de hierarquia.

Vendo esses exemplos, tenho desejo de que a estabilidade tenha fim. Por que será que no setor privado tudo funciona(pelo menos melhor que no serviço público)? Porque se um funcionário privado maltratar um cliente, não executar suas funções como deve ou se recusar a fazê-las, ele será punido ao contrário do que ocorre no serviço público.

Creio que as pessoas de bem, que realmente querem trabalhar e honrar a função pública, não se preocupam se vai haver estabilidade ou não, afinal, elas trabalham corretamente. Entretanto, para uma parte razoável do funcionalismo público, que vai às repartições só bater o ponto e esperar o tempo passar até o fim do expediente, o fim da estabilidade seria motivo de noites de insônia, de desespero, pois teriam de fazer o que lhes dá mais temor: trabalhar!

Todavia reflito: a lei 8.112/90 prevê punição para condutas nocivas à finalidade pública nas repartições. Questiono-me se o mal realmente seria a estabilidade ou a não aplicabilidade do estatuto. Entretanto, como o chefe imediato vai saber que o seu subordinado não está trabalhando corretamente se ele mesmo não está lá?

domingo, 6 de setembro de 2009

Agradecimentos

Sei que demorei um pouco a postar este texto, porém vida de concurseiro é assim: mal saímos de um concurso e já estudamos para outro, mesmo que ainda não tenha saído o resultado do anterior. Estava e ainda estou com pouco tempo para postar.

Gostaria de agradecer às pessoas que levaram a Campanha "Ajude um Concurseiro a Realizar Seu Sonho" a sério e colaboraram com ela, fazendo com que fosse possível a minha ida a Teresina. Obrigada aos depositários anônimos, sei o quão difícil é acreditar nas pessoas em meio a tantas histórias que a gente escuta por aí.

Gostaria, também, de agradecer aos colegas e amigos que colaboraram, em especial: Michele e Emanuele Castro, Ana Alice e Amanda Pimentel, Priscila Luz, Arrais e Diego Cunha (meu amor :P).

Muito obrigada a todos, que Deus lhes devolva cem vezes elevados à décima potência o valor de cada contribuição. ;)

domingo, 12 de julho de 2009

Campanha: Ajude um concurseiro a realizar seu sonho!



O texto de hoje tem, definitivamente, um tom apelativo. Um apelo às pessoas para o incentivo à educação e aos estudos em todas as suas categorias. Sei que muitas pessoas preferem dar uma esmola na rua para se livrarem da consciência pesada e pensarem: "Eu ajudei alguém!". Será que ajudou de fato? Vejamos... Geralmente, as crianças de rua usam o dinheiro pra cheirar cola, isso quando não tem um adulto por trás que, ao final do dia, sai recolhendo o que as crianças conseguiram para utilizar como bem quiser. Na realidade, você está piorando a situação, pois aquela criança, ali, sem estudar, nunca vai mudar de vida, nunca vai poder ajudar, de fato, os familiares e vai perpetuar o ciclo de pobreza, miséria e exploração. Mas, agora, você pode fazer uma pequena doação e, de fato, ajudará alguém!

Como dizem algumas crianças por aí: "Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui, humildemente, pedindo a colaboração dos senhores". De repente, alguém pode perguntar: "Você não poderia estar trabalhando?" De fato, se o mercado privado não fosse tão contraditório, eu poderia "estar trabalhando"(isso é gerundismo hein, só a título de exemplificação rs), entretanto, como a maioria das empresas não respeita os direitos trabalhistas, sequer assina as carteiras dos funcionários, trabalhar no setor privado é algo extremamente complexo. Quando você vai em busca de um emprego, a primeira pergunta que os responsáveis pela seleção fazem é: "você tem experiência?" Daí, eu digo: Como ter experiência, se ninguém dá oportunidade? É ilógico! É absurdo! A não ser que você se pareça com a Cindy Crowford e vá trabalhar numa loja de roupas num shopping (se bem que até nessas lojas estão pedindo experiência kkk), você deverá ter, pelo menos, um ano de experiência no ramo específico da empresa. É mole? Daqui a pouco pedirão uma pós "Strictu sensu" para ser vendedor de eletrodomésticos...

Todavia, quando você consegue o milagre de ser contratado, vem a despedida arbitrária. Você está contando com aquele salário ao final do mês, cheio de planos e, de repente, o chefe o chama para uma conversa em particular e diz:

"Estamos passando por um momento delicado na empresa, haverá corte de pessoal, infelizmente, você está demitido." (Automaticamente, a gente se lembra do Roberto Justus...kkkk) Mas você percebe que a empresa está indo de vento em polpa, já tem até outra pessoa lá fora pra ser entrevistada (para a sua vaga,,,). Simplesmente, o "Boss" não vai mais com a sua cara e quer você fora da empresa dele... É... isso é o mercado privado!

Precisa dizer mais alguma coisa? Quem se sensibilizar e quiser me ajudar a fazer a prova em outro estado, pode fazer uma pequena colaboração de apenas 1 real para a Agência 2251 C/C: 9440-4 Bradesco.

O que é 1 real para você? Para mim, ele significa muita coisa!






segunda-feira, 1 de junho de 2009

Da Visão Limitada

A maioria esmagadora das pessoas só consegue enxergar o que está imediatamente diante de seus olhos. Não conseguem visualizar um resultado a longo prazo e não entendem e se incomodam profundamente com quem vislumbra os seus próximos 5, 10, ou 20 anos.

Isso na vida de um concurseiro se reflete, principalmente, nas opiniões (desnecessárias) da família. E como a família pressiona! Você está tentando se concentrar, apreender um conteúdo vasto, aparentemente, impossível de captar, enquanto estão batendo na porta com um anúncio de jornal para ser atendente de loja de departamento.

Não tenho nada contra quem trabalha em loja de departamento, em telemarketing ou afins, inclusive já trabalhei (quando tinha 18 anos) nesses ramos, entretanto, a tendência natural do ser humano é evoluir e conquistar uma melhor qualidade de vida. Venhamos e convenhamos, passar 8 horas do seu precioso dia (que, no final das contas, com o tempo de deslocamento, se convertem em 11 ou 12 horas diárias) a serviço de empresas que, em sua maioria sequer respeitam os direitos trabalhistas; viver sob pressão, ganhar um salário mínimo, e, depois que a empresa já tiver sugado todas as suas forças, demiti-lo sem piedade não é o sonho de um ser racional.

A priori, alguém pode dizer: isso é pensamento de filhinho de papai que não tem filhos pra sustentar e não está passando fome. Realmente, graças a Deus, não estou passando fome e posso me dar ao "luxo" de estudar, mas isso tem um preço: o estresse psicológico. As pessoas não conseguem conceber a realidade: estudar é um trabalho árduo, cansativo e desgastante. Minha bunda que o diga! Estou vendo a hora nascerem escárias nas minhas nádegas de tanto tempo que fico sentada na cadeira lendo, resolvendo provas, buscando atualizações. E, de repente, chega alguém e diz: Você faz o que além de estudar? Dá vontade de mandar pros quintos dos infernos!

Muitas pessoas confundem estudar com frequentar um curso. Ah conheço uma infinidade de "estudantes" que só marcam presença nos cursinhos e nas faculdades. Há alunos que passam 5 anos numa faculdade de Direito e têm que fazer um preparatório pra passar na prova da OAB. Isso é estudar? De fato não o é. Estudar de verdade é um oficio, tanto é que consta da lista de profissões de qualquer contrato financeiro que você fizer... Profissão: estudante!

Logo, resolvi não me estressar mais. Tranco a porta do quarto, ponho meus fones de ouvido e estudo tranquilamente. Sei que minha colheita chegará e todo o esforço terá valido a pena. Depois da nomeação, quero ver a hipocrisia das pessoas de visão limitada, dizendo que sempre me apoiaram e que sabiam que eu teria um futuro brilhante no serviço público...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Pobre Concursado Desapadrinhado....


Na contramão do pensamento corrente de que o concurso público é a " salvação da lavoura", percebe-se que, infelizmente, hoje em dia, ainda existe o manejo para iserção de candidatos inaptos no meio de concursos e seleções públicas. E, por ironia do destino, quando o Pobre Concursado Desapadrinhado, que estudou e se esforçou para atingir todo o perfil traçado no edital, pensa que será recompensado, é surpeendido por uma maré de "azar" inexplicável.


Ele percebe que pessoas que não sabiam sequer compreender um texto simples tiraram notas dignas de um gênio... Será que é "O Segredo" entrando em ação? Afinal segundo a célebre frase: "A Fé Move Montanhas". De repente eles mentalizaram: "Eu vou passar, eu vou passar..." e zaz! Vieram-lhes todas as respostas na hora do exame... Vou testar essa metodologia, pois só estudar e seguir as regras não está dando certo... Quem sabe assim eu consigo tirar o primeiro lugar em outro concurso, pois, como toda regra tem exceções, há sim uma forma de ingressar no serviço público: tirando o primeiro lugar. Isso, claro, se o concurso tiver mais de 10 vagas, com menos, acho que nem em primeiro lugar você está garantido.


Num primeiro momento, quem lê esse texto pode pensar que a desculpa de quem não estuda é alardear aos quatros ventos que todo concurso é repleto de fraudes e corrupção, e, com isso, tenta arrumar uma "explicação" para o seu insucesso, entretanto, nessa jornada concurseira, presenciam-se fatos e condutas suficientes para anulações de todo um certame, todavia, o concurso segue adiante. Primeiro porque você tem que provar o que diz, segundo, porque as pessoas têm receio de falar, ou porque tem medo de represália ou porque não querem que o concurso seja anulado depois de tanta luta, mas o pior é quando esse silêncio implica a sua não nomeação. Daí, todos reclamam e ficam indignados, porém quando tiveram a chance de fazer algo, não o fizeram e, agora, ficam por aí, chorando o leite derramado enquando os Ricos Candidatos Apadrinhados estão tomando posse...


Só a Mídia tem coragem para escancarar as fraudes nos concursos. Não que ela se preocupe com as pessoas que são prejudicadas com essa conduta, mas porque a manchete vende muito jornal e dá muito ponto no Ibope... Todavia, mesmo que a intenção não seja realmente tão nobre, ao menos, assim alguns Ricos Candidatos Apadrinhados são impedidos de tomarem o lugar de pessoas realmente aptas e competentes.


Enfim, eu, brasileira, Pobre Concursada Desapadrinhada, estudo e não desisto nunca porque confio na Justiça, não na dos homens, mas na divina que tudo vê, tudo julga e jamais deixa prescrever nenhum crime...