domingo, 11 de abril de 2010

Da releitura da Língua Portuguesa pela Igreja

Como pessoa observadora que sou, já há algum tempo tenho notado como o o vocabulário dos fiéis muda após entraram de cabeça em determinada religião, especificamente a religião evangélica.

Por exemplo, a aplicabilidade das palavras se torna diferenciada. Antes uma palavra que significava  A, no máximo B, agora, significa milhares de coisas.

Exemplo:

A criança tirou um 10 na prova de matemática - "Esse menino é uma bênção"
O menino quebrou o vidro da sua janela. " É uma bênção essa criatura."
A moça é um pouco dada nas suas relações interpessoais com o sexo oposto. - "Fulana é uma bênção.."
O chefe promoveu alguém por motivos não muito claros - "Dr. Sicrano é uma bênção.."

E por aí vai... Tudo é uma bênção. E não necessariamente apenas em uma ramificação da religião, pois há uma infinidade de divergências no protestantismo no Brasil. Só as que eu lembro:

Batista
Betesda
Universal
Canãa
Igreja Internaconal da Graça de Deus
...

São religiões dentro de outras religiões, porém todas elas dão esse novo look  à semântica.

Certa vez, não me contive e perguntei a um evangélico por que eles ficavam com o vocabulário tão limitado. Tudo se resumia em grande parte a "benção", "promessa" e "senhor" e as argumentações se resumiam a citar versículos da bíblia.

Um fiel me disse, no que diz respeito à palavra bênção,  que era pelo fato de não poder falar palavrão, então em vez de falar palavrão ele dizia a palavra bênção. Ora, depois desse dia, pelo menos pra mim, a palavra bênção nunca mais foi a mesma...

Se alguém que já notou essa muliplicidade de aplicações da palavra "bênção" pela igreja evangélica receber essa denominação, é capaz de passar dias se questionando sobre o que tal pessoa quis dizer com aquilo e chegar à conclusão de que é inutil tentar obter uma resposta.

Afinal, a vida é uma bênção...

sábado, 3 de abril de 2010

A Globo tá demais...



Como dizia o bloco Quanta Ladeira do carnaval de Recife em uma de suas canções pra lá de irrevrentes: "tá demais, tá demais, a Globo tá demais..."

Lembrei desse refrão ao constatar o nível de merchandising que aparece na respectiva emissora atualmente. Em outra época, comerciais e propagandas eram feitos no intervalo, horário criado especificamente para isso, afinal nenhuma emissora vive bem - com lucro - sem patrocínio, entretanto a metodologia mudou, agora, no meio do capítulo da novela das oito(que começa às 21:00h), durante uma cena da personagem principal, entra uma propaganda escancarada do patrocinador.

O telespectador chega a ficar perplexo com tanta inoportunidade:

Capítulo X, diálogo 1
 - Mãe, não fica assim.. Vamos levantar esse astral.
 - Tem razão, minha filha. Vou tomar um banho, passar aqui esse hidratante maravilhoso da NATURA que deixa minha pele macia e sedosa e sair.

Diálogo 2 em outro núcleo da trama

- Meu filho, você não ia jantar na casa da Helena?
 - Vou sim, mãe. Estou pagando aqui o meu cartão de crédito on line (aparece a tela do ITAU no computador). Incrível como eu posso pagar as contas sem sair de casa, mãe, ver minhas aplicações, meu saldo e tudo isso num ambiente muito seguro.

As novelas, principalmente as da Glória Perez e as do Manoel Carlos, têm até tramas interessantes, abordando temas polêmicos como racismo, drogas, transtornos mentais e, no caso de Viver a Vida(Manoel Carlos), a dificuldade enfrentada pelos portadores de deficiência, cutucando as feridas do poder público e, de vez em quando, até mandando umas indiretas pro Governo, mas tá ficando muito chato a quantidade de propaganda dentro da novela...

"Tá demais, tá demais, a Globo tá demais..."







 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Inveja x Aprovação : Desculpite, Superstição ou Tem Fundamento?

Não é de hoje que se ouve falar em termos como "quebrante", mau-olhado, olho gordo. Segundo os espiritualistas que acreditam que nem tudo depende apenas da racionalidade e das fórmulas no estilo "A+B=C", a energia negativa de terceiros pode interferir no seu sucesso, na medida em que, ao saberem dos seus planos e desejos, pessoas invejosas e pobres de espírito lançariam uma carga energética tão negativa que interferiria na sua motivação para concluir o projeto.

Curiosamente, deparei com um tópico em uma comunidade de concurso do Orkut questionando os demais membros sobre sua visão acerca do assunto. Afinal, é melhor espalhar aos quatro ventos o que se pretende fazer ou o melhor mesmo é ficar caladinho e surpreender com os resultados?

Em resposta a esse questionamento, muitos candidatos disseram acreditar, sim, no poder da inveja, no sentido de interferir na motivação e de, muitas vezes, atrapalhar diretamente o estudo. Alguns relatam que, coincidentemente, quando dizem que vão estudar para concurso, tudo começa a acontecer. As pessoas começam a "inconscientemente" lhe atrapalhar, por exemplo, pessoas que você mal via, depois que descobriram que você vai estudar para concurso, agora, ligam pra você o convidando pra sair frequentemente e quando você diz que não pode, elas dão um sermão... Em outros casos, você passa de uma motivação exemplar para um estado de apatia em questão de segundos após divlgar os seus planos. Um cansaço inexplicável, sua saúde está perfeita, mas você não consegue sair do lugar.

Outros relatam a inveja na própria família.  Segundo eles, aqueles parentes que se acomodaram em seus empregos privados, que ganham pouco e, definitivamente, não querem reconhecer que valerá a pena você largar tudo para estudar e ter um salário que pode ser até 10 vezes maior que o deles , começam a lançar comentários desestimulantes e a desejar profundamente que você não passe, o que  acaba acontecendo.

Em contrapartida, os céticos e racionais que acreditam apenas na fórmula "A + B = C"  afirmam que inveja e mau-olhado existem apenas na crendice popular e nas pessoas que querem arrumar uma desculpa para o seu insucesso. Não tem segredo: você estuda, você passa!
 
De repente, você se questiona: quantas pessoas inteligentes e capacitadas você conhece que estudam com compromisso, com afinco, mas não conseguem ser aprovadas? Elas respeitaram a fórmula, mas no caso delas, A + B não deu igual a C...

Por outro lado,  analisando resultados de concursos, coincidentemente, os primeiros colocados, em 99,9% dos casos são pessoas que você nunca viu comentando em comunidades (e se comentam comentam com um perfil "fake" para não serem reconhecidas), pessoas que não têm no seu perfil os concursos  em que estão inscritas, os que pretendem fazer... Vemos listas com nomes nada familiares...

Coincidência? Fundo de verdade?

Afinal, a inveja interfere, de fato, nos seus resultados? Alguém se habilita a fazer um teste?

Vamos lá: Inscreva-se em um concurso, conte para todas as pessoas invejosas que você conhece( e as que você não acha invejosas também, pois nunca se sabe) que você se inscreveu e que você, se passar, vai ganhar em torno de 8 vezes mais que ela.
E se inscreva-se em outro, similar, claro, mas não conte a ninguém. 

Regras: Estude mesmo(ou tente), afinal sem estudar ninguém passa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TRE-PE - UM RELATO...

Ah, vida de concurseiro... Viajar pelo país em busca de uma vaga, sujeitar-se a situações às quais você não se sujeitaria normalmente, fazer uma ótima prova e, em virtude da má organização do certame, não saber se esse terá continuidade. Definitivamente, vida de concurseiro é repleta de emoção.

Dia 17/01/2010

09:00h - Começo os preparativos para o grande dia. Tomo banho, café. Verifico toda a documentação necessária, o material para ir lendo durante a viagem, água, barras de cereal, afinal não ia dar tempo ir a um supermercado e tudo no aeroporto é um absurdo.

10:30h - Saio de casa. Minha mãe vai me deixar no aeroporto. Chego com uma hora de antecedência, mas a fila para o chek-in está imensa. Pânico!( Não vai dar tempo fazer o chek-in - penso). Vou atrás de um funcionário da companhia aérea e consigo fazer o chek-in e embarcar.

11:35h - Avião finalmente decola. Rezo para que o avião não caia(era da TAM) e para que dê tudo certo.

12:25h - Céu num tom cinza-azulado, o comandante solicita que os funcionários interrompam o serviço de bordo. Começa a turbulência. Lá se vai minha concentração pra terminar de ler a resolução 21.538. Alguns instantes dentro de nuvens, tudo se normaliza.

12:45h - "Sejam bem-vindos ao Recife"( por que " ao Recife" se Recife não pede artigo? Pensei que só os Recifenses tivessem essa mania, mas...), disse o comandante.

Clima fantástico para um dia de prova: 13:00h, parecendo um fim de tarde chuvoso.

13:00h - Vou em busca de almoço. Não há a menor possibilidade de fazer uma prova de estômago vazio ou com preenchimento insuficiente ou precário, mas, antes, tenho que comprar um cartão telefônico pois, "idiotamente"(neologismo carregado da emoção do momento) não comprei o cartão antes. Tive que pagar 8 reais por um cartão telefônico da Oi - dupla revolta...

13:26h - Já no restaurante, o pedido finalmente chega. Quase 5 reais por um suco e me vem um refresco de laranja de 300 ml... Chamo o gerente e  o esclareço da diferença entre suco e referesco, pelo menos no caso da laranja. Ele é solícito, pergunta-me se desejo o dinheiro de volta ou um suco de verdade. Estou com pressa, não quero nem  uma coisa nem outra...

13:55 - O tempo voa... Ligo para a empresa de táxi e a atendente informa que o táxi levará uns 10 minutos ainda pra chegar. Digo ok, porém estou disposta a esperar apenas 5 minutos. Curiosamente, em 2 minutos o táxi chega.

14:00h - Digo para o taxista que ele tem que ir "voado", pois minha prova é às 14:30h. Ele acata minha ordem e faço uma viagem com emoção, cheia de zigue-zagues, ultrapassagens perigosas. Mas é isso mesmo.

14:20h - Chego ao local de prova. Verifico meu nome na lista. Subo para o andar onde fica minha sala.

14:22h- Identifico-me na entrada da sala. Tiro o rótulo da garrafa de água mineral por solicitação da fiscal. Vou até a cadeira reservada para minha pessoa. - número 29 (Só depois analisei numerologicamente: um bom número... )

Após esse momento, perco a noção de tempo determinado. Estou sem relógio, meu celular está sem bateria  na bolsa. Aguardo o início da prova.

Eu sabia que próximo à Escola Luiz Delgado existia uma feira, mas não que ela havia sido transferida para a dentro da sala em que eu ia realizar a prova. Deveria ter levado meus tampões de ouvido. É incrível como no PI e em PE os candidatos se conhecem ou desenvolvem uma amizade repentina e começam a conversar e a rir como se estivessem numa festa.

Chegam as provas. A fiscal solicita uma candidata(na minha sala só havia mulheres) para romper o lacre. Creio que, pelo tamanho da saia da candidata, ela se decepcionou ao ver que só havia mulheres no recinto. Porque, em dia de chuva, alguém ir fazer uma prova com uma saia que, com dois dedos a menos, daria pra ver o útero, esse alguém só poderia estar querendo desconcentrar os candidatos do sexo masculino e as homossexuais. Aliás, intriguei-me mesmo como deixaram alguém que foi quase nua fazer a  prova.

Começa a entrega das provas. Enquanto as provas estão sendo entregues, as candidatas continuam conversando, mesmo as que receberam as provas. Solicito ao fiscal do sexo masculino que chame a atenção para a conduta proibida em edital. Ele diz "ok" e dá de ombros.  Pense num fiscal bem preparado e com moral...

A fiscal do sexo feminino se prepara para ler as instruções, e a sala recusa a leitura. Cinco minutos depois, começam as perguntas idiotas. Dispensam a leitura e perguntam sobre o que está na capa da prova? Candidato além de cara de pau é paradoxal...

Finalmente, o silêncio! Começo a resolver a prova. Conhecimentos Gerais, tranquilo. Conhecimentos Especificos me deixam em dúvida em duas questões. Fico até o final para poder levar a prova e também para conseguir me lembrar de mais informações para não errar as questões que me deixam em dúvida. Termino a prova. Entrego meu gabarito.

Saio. Tomo um banho de chuva enquanto espero o táxi. Chego ao aeroporto. Niguém no balcão e a atendente não me deixa fazer o chek-in nas máquinas. Ela solicita que eu fique na fila, aguardando para ser atendida pelos funcionários fantasmas, pois só ela estava vendo atendentes no balcão. Após um pequeno estresse, ela emite meu bilhete na máquina.

Finalemente, entro no avião. Cansaço, sensação de dever cumprido. Fome amenizada pelo sanduiche que foi servido (estava com qualidade inferior ao da ida, pois o pão parecia de dois dias atrás, mas tava quente, tava valendo).

1 hora depois: "Bem-vindos ao Aeroporto Internacional Pinto Martins". Ah, minha Terra da Luz, I'm back!.  

 






quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aqueles Dias...

Todo concurseiro tem aquele dia, ou aqueles dias, em que a desesperança chega. Em poucos instantes, você começa a se questionar se todas as demais pessoas estão certas e você está errado. Se você não está perdendo vida, enquanto os outros a estão vivendo... Porém, basta se acalmar um pouco e lembrar das frases dos seus amigos e conhecidos:
"Trabalho demais"
"Ganho muito mal"
"Se eu estudasse, eu faria um concurso"
É, você está no caminho certo! O concurso realmente vem se tornando o desejo de muita gente e é justamente por isso que passar está cada vez mais difícil, principalmente pra quem está atrás de uma vaga de nível médio.
Não é uma questão de achismo, é uma questão de estatística. Os números não mentem e têm poder! Mesmo já há algum tempo na estrada, tempo suficiente pra saber que existe a concorrência real e a concorrência aparente, há números que causam pavor a alguns concurseiros...
Como, por exemplo, a concorrência do Concurso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco a ser realizado em janeiro de 2010:
Técnico Judiciário  - 12.325,4. Não são 12 candidatos, são  mais de 12 mil candidatos por vaga!
Passado o choque inicial, porque não tem quem não se assuste com esse número, você para pra analisar e fica mais assustado ainda:
"Eu vou concorrer com candidatos de nível superior!"
Sim, porque foi-se o tempo em que o cargo de nível médio era almejado apenas por quem posssuía nível médio. Hoje, dependendo do salário, até quem tem Doutorado vai atrás da vaga de nível médio...
Então, diante de estatísticas, anseios e receios, o candidato entra em desespero e pode, de fato,  comprometer seu rendimento, esquecendo-se de que "o jogo só acaba quando termina". Então, ainda faltando tempo para a prova, em vez de estudar com mais afinco, ele se desestimula, se deixa vencer pelo cansaço e acaba perdendo a batalha.
Não desanime! Estude, estude mesmo. Estude na sala, na cozinha, no banheiro, dentro do ônibus, dentro do táxi a caminho da prova, até enquanto o fiscal da sala permitir. Estude com 12 mil concorrentes, com 30 mil concorrentes, com 50 mil concorrentes. Passar, antes de ser uma questão de estudo, é uma questão de frieza e racionalidade. É um grande teste psicológico que começa na hora em que você se inscreve e acaba com a prova.
Acredite em si mesmo!
Há uma citação que deve estar sempre na mente do concurseiro:
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!"
Jean Maurice Eugène Clément Cocteau

Então, vá lá e faça!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Do "Amigo" Secreto

Natal: época de comprar presentes para os familiares, amigos mais chegados e, para os não tão chegados, criou-se o "Amigo Secreto" que, na realidade, deveria se chamar "Inimigo Secreto". Sim! Atire a primeira pedra aquele que nunca ganhou um "presente" que mais parecia um teste de auto-controle para quem recebeu..

Talvez pela situação econômica, a fim de evitar um rombo no orçamento, em vez de dar presentes e lembrancinhas a todos aqueles com quem você convive, em cada círculo social, criou-se um "Amigo Secreto" com o intuito de que todos ficassem satisteitos(ao menos na teoria). As pessoas muito bem relacionadas terão de, indubitavelmente, gastar um pouco mais, pois possuem vários círculos sociais: trabalho, faculdade, academia, amigos íntimos, família etc.

O "Amigo Secreto" ou "Amigo Oculto" tem sofrido uma evolução no seu formato em virtude das saias justas em que deixava seus participantes. Nas versões mais modernas de Amigo Secreto, cada participante, para  evitar ganhar algo que não tenha nenhuma utilidade ou que não seja condizente com sua personalidade, faz uma lista contendo possíveis tipos de presentes; mas, mesmo assim, existem as pessoas que se insrurgem contra esse formato e dão os mesmos artefatos de sempre: meias, agendas, chaveiros, caixas de chocolate e quaisquer outras coisas que nada tem a ver com o desejo do amigo, parece até de propósito.

Particularmente, não tenho nada contra agendas, chaveiros, meias e caixas de chocolate, desde que a pessoa realmente deseje ganhar um desses itens - o que, geralmente, não ocorre. Creio que o desconforto causado por esse tipo de presente se dá porque eles são os "presentes do menor esforço"(além de fazerem parte do grupo dos presentes do menor preço, claro). Quem recebe fica chateado pelo fato de que a pessoa sequer se deu ao trabalho de procurar algo que agradasse ao seu amigo secreto. A menos que você seja o novato da empresa(no caso do Amigo Secreto no trabalho)é inadimissível que você não tenha a menor noção do que goste o seu colega de trabalho, isso é o cúmulo da indiferença..Com os amigos e família então nem se fala..

Esse tipo de conduta gera a resposta que a maioria das pessoas dá quando convidadas a participar de um Amigo Secreto: "Eu não gosto de Amigo Secreto porque eu dou coisas boas e só ganho porcaria". Até entendo essas pessoas por um lado. Não que você tenha que se endividar para dar um bom presente, mas, no mínimo, você deve tentar descobrir o gosto do outro e dar algo razoável. Se não estiver a fim, então não participe. "Fique" doente, invente algo. É mais nobre (e melhor pra  sua imagem) não participar do que ficar conhecido como "Aquele que só dá porcaria". Essas pessoas, geralmente, são de uma pobreza de espírito tamanha que selecionam o presente de acordo com interesses ou afinidades. Somente ganham presentes bons o chefe ou um amigo mais "chegado", os demais ganham agendas ou blusas de malha que custam em torno de 3 reais.

Creio que, além de ser uma questão de classe (rsrsr), é uma questão de bom senso  e até de amor ao próximo dar um bom presente. Por mais que não se goste do "amigo" sorteado, é fundamental manter o nível da brincadeira para não criar um clima pesado no ambiente, pois fica visível a decepção da pessoa que ganha algo ruim. Não custa nada fazer uma pesquisa informal, se você não tiver muito contato com a pessoa sorteada, para descobrir do que ela gosta; perder um pouco de tempo procurando o item pedido ou gastar uns trocados a mais para manter o clima natalino.

Não é nada cristã a avareza, a  mesquinharia e o revanchismo.







quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Saia da Zona de Conforto!

Atendendo a pedidos, vou tentar postar textos no blog com mais frequência. A questão é que concurseiro que estuda com compromisso tem pouco tempo pra internet, mas vamos ao texto.

O que dificulta o sucesso de muitas pessoas é o seu comodismo, a sua inércia e o desejo de permanecer na chamada "zona de conforto", embora, em alguns casos(como o meu), ela esteja mais pra zona de desconforto...

Na minha opinião, algo é considerado confortável quando satisfaz todas as suas necessidades básicas e mais um pouco, ou seja, dinheiro no bolso, boa saúde, um bom meio de transporte, uma casa pra morar, enfim, bens que você possa chamar de seus... Não compreendo como algumas pessoas podem se acomodar  ganhando mal, trabalhando que nem um escravo, morando de aluguel e vivendo pessimamente. É contraditório, aliás, é paradoxal chamar isso de zona de conforto...

Pra quem ainda não acordou pra vida, é importante deixar claro certas coisas. Vamos a elas...

Passar num concurso extremamente concorrido exige dedicação e abdicação. Realmente, você terá de reduzir o tempo não útil na internet como conversas ao msn, visualização demasiada do Orkut e de seus aplicativos (que viciam) como "Colheita Feliz", "Joga Craque" e, agora, na época do Natal, a "Árvore de Natal" entre outros.

Também é necessário gerenciar seu tempo de forma produtiva. Depois de elaborado seu cronograma, siga-o à risca e evite situações que possam tirá-lo do foco. Vença o falso-cansaço, mais conhecido como preguiça. Esqueça frases como "não consigo estudar x horas, meu limite é y horas".  Você determina seu limite!

Antes, eu pensava ser mentira quando alguns candidatos que foram aprovados em primeiro lugar em concursos concorridos diziam que estudavam, 10, 11, 12 horas por dia. Eu dizia: "isso é conversa. Pode até ser hora bruta, mas hora líquida, duvido que alguém consiga estudar 12 horas"

Pois bem, atualmente, estou estudando 10 horas líquidas. No início, foi muito difícil, a preguiça era demais e digo preguiça porque se você está realmente cansado, nada o impede de dormir. Se você consegue ver um programa de tv, assistir a um filme ou, simplesmente, bater papo no msn, então você não está cansado, você  simplesmente não quer sair da zona de conforto.

Ah como eu queria passar a tarde assistindo "Everybody Hates Chris"(na Record mesmo porque no momento não dá pra ter TV a cabo - olha aí mais uma motivação rsr) em vez de estudar!  Aliás, todo mundo prefere se divertir a estudar, é natural. Agora, quando se está estudando pra  concurso, as coisas ficam diferentes. Ou você faz um sacrifício agora ou vai passar o resto da vida se lamentando. O que você prefere?

Há uma comparação que acho interessante. As pessoas que malham, assim como eu,  vão entender melhor. Você só aumenta a sua massa muscular quando aumenta os pesos com os quais você faz exercícios, todavia, aumentar a carga, significa sentir dor no início até se acostumar com o novo peso. Muitas pessoas malham assim: colocam um peso maior na máquina, mas como percebem que elas terão de usar um pouco mais de força pra levantar, elas voltam ao peso anterior, consequentemente, elas não evoluem e vão continuar com o mesmo índice de massa magra...Com o nosso cérebro funciona da mesma forma. Muitos concurseiros resolvem aumentar a carga horária de seus estudos, entretanto nos primeiros dias(fase de adaptação) começam a sentir os sintomas (um cansaço, um incõmodo, uma vontade irresistível de dormir), então desistem logo e voltam à sua carga horária antiga... Consequência: continuam com o mesmo nível de conhecimento.

O problema de continuar com o mesmo nível de conhecimento é que, provavelmente, esse seu nivel de conhecimento não será suficiente pra passar e passar de verdade é ficar dentro das vagas. Negócio de ficar em 1000 e não sei quanto não é passar. Antes que alguém se rebele, é importante  esclarecer a importância de ter esse pensamento em mente: "Passar de verdade  é passar dentro das vagas do edital". Até mesmo porque sabemos nós que a nomeação de candidatos que estão fora das vagas é ato discricionário  da Administração, só é garantido direito subjetivo à nomeação a quem é classificado DENTRO das  vagas. Se você pensa: "Passando em 100º lugar tá bom", tenha consciênciaem de que ou a sua nomeação demorará bastante ou ela pode nunca acontecer...Eu já fiquei em 1242, em 1000. O que eu fiz? Revi tudo o que eu tinha feito de errado, cortei o mal pela raiz e resolvi estudar com compromisso.

O que falta a muitos concurseiros é estudar direito, é pôr em prática tudo o que eles leram nos livros do William Douglas, do Alexandre e Deme e de similares. Falta, a grosso modo, vergonha na cara!
Sei que essas palavras soam rudes, mas é a verdade e a verdade, muitas vezes, dói, mas só ela liberta. Você tem que deixar a velha "desculpite"

Sinceramente, não aguento mais essa história de comunidade: "FCC - concurso do Idoso.." "Só o CESPE seleciona". Conversa! Grande parte dos membros de comunidade são extremamente "viajantes". Não pesquisam sequer um dado estatístico e saem espalhando aos quatro ventos que todo mundo fecha as provas da FCC.

Falando em dados estatísticos, aqui vão os recentes da FCC:

Ano Tribunal Vagas Incritos -  Maiores Pontuações


2008 TRT 19 - CADASTRO DE RESERVA 28.783 - 11 fecharam

2008 TRT 18 - 3 + CR 23.879 - 1 fechou

2008 TRT 2 - 7 53.719 - 1 fechou

2009 TRT MA - 5 16.418 - 6 fecharam

2009 TRT 15 - 5(Campinas)* 18.718 - 1 fechou

2009 TRE PI - 15 17.572 - ninguém fechou

2009 TRT CE - 32(Fortaleza) 32.290 - 25 fecharam

Mesmo no concurso do TRT-CE, o maior índice de acertos em provas da FCC, o percentual foi baixíssimo. O que prova que poucas pessoas se dedicam de fato. Embora, a maioria dos candidatos tenha dito que a prova estava "dada", que tinha sido uma vergonha, disseram até que 700 pessoas tinham fechado a prova..kkkkkk Aiai, o lado bom de comunidade é que a gente ri demais.

Voltando ao foco...



Não são todas as pessoas que conseguem sair da zona de conforto, por isso, também não são todas as pessoas que são bem sucedidas. Há muitas pessoas boas no mundo, mas para sermos destaque, principalmente no mundo dos concursos, temos que ser as melhores.

Saia da zona de conforto!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dicas para um Concurseiro com Dificuldades

Não são todas as pessoas que se predispõem a fazer um concurso que podem contar com condições favoráveis para estudar. Na maioria das vezes, a gente não tem dinheiro pra pagar um cursinho e tem que estudar em casa. Todavia não é uma casa projetada, com um quarto de estudos e isolamento acústico, é uma casa normal com família, vizinhos, cachorro, papagaio etc.


É incrível como, quando você decide estudar de verdade, tudo surge pra lhe atrapalhar. O telefone que você até pensava estar com defeito porque não tocava antes, agora, toca de minuto em minuto; a campainha, então, nem se fala... São vendedores, pedintes, os amigos do seu irmão, os colegas de trabalho  dos seus pais e uma variedade de pessoas que não apareciam antes.


E o que dizer então das pessoas que você conhece... Antes, você passava o fim de semana sem sequer  um convite pra ir até a esquina, mas, no momento em que você diz: "Vou estudar pra concurso", até aquelas pessoas que mal falam com você (colegas de infância, de um curso qualquer, da faculdade) aparecem,  querendo marcar um encontro pra rever o pessoal... Depois do advento do orkut, ficou mais fácil essas pessoas o encontrarem. Não sei se é um desejo mórbido inconsciente de que você não passe ou se é uma mera "coincidência", só sei que além das pessoas não entenderem o seu momento, muitas delas ainda ficam irritadas se você se recusa a ir à balada, à churrascaria ou ao cinema com elas.

Mas vamos ao título do post...

Primeira dica para você que mora numa casa barulhenta ou com vizinhos que não tem noção do que diz a Lei do Silêncio:

Imagem 01: Protetor Auricular para barulho suportável.
Imagem 02: Protetor Auricular para barulho insuportável. Para melhor desempenho, use combinado com o protetor da imagem 01.






Há algo que, até hoje, não consegui eentender( entretanto como faz parte da vida do concurseiro que viaja de excursão, é mais importante remediar do que entender) e está relacionado com a segunda dica: O que se passa na cabaça do motorista do ônibus da excursão que coloca o ar-condicionado no máximo à noite como se a gente fosse para o Deserto do Saara em pleno meio-dia?

 Na última excursão em que fui de ônibus, o frio era tanto que sonhei que estava indo fazer o TRE do Paraná e olhe que eu estava a caminho do PI...

Para essas ocasiões, seguem dois equipamentos fundamentais::

Imagem 03 -  Meia Atoalhada Baixa Temperatura branca
Imagem 04 - Calça para temperaturas até -25 º









Só assim você vai conseguir dormir, caso o seu problema seja somente o frio durante a viagem.




Depois, posto mais alggumas dicas de como superar os obstáculos que aparecem na vida do concurseiro.
Boa sorte a nós!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dos Adjetivos da Medicina....

http://www.youtube.com/watch?v=f8-94HmxCQw

É incrível como, em pleno século XXI, a gente se depara com situações arcaicas. Hoje, a tecnologia, que capta tudo em qualquer lugar e em questão de segundos o mundo todo tem acesso, nos faz ver como o ser humano ainda precisa evoluir.

No vídeo acima, uma médica, filmada fazendo um escândalo, injuriando e ofendendo os funcionários de uma companhia aérea, mostra alguns dos adjetivos inerentes a alguns profissionais da Medicina: arrogância, soberba, despreparo e desequilíbrio emocional.

Antes que atirem pedras, destaco que há bons profissionais, porém ainda existe uma quantidade grande de péssimos representantes da categoria. Não sei se o problema é com a auto-estima de alguns, pois sentem necessidade de afirmar o tempo todo que são médicos. Imagine se isso acontecesse com todos os profissionais: " Você sabe com quem está falando? Eu sou o gari" ; "Me respeite que eu sou caixa!". Como se o médico fosse o único que trabalhasse, como se ninguém mais no mundo tivesse estudado e como se ele fosse o detentor do saber absoluto e, por isso, fosse melhor que a faxineira do seu vizinho.

Infelizmente, a sociedade alimenta esse tipo de conduta. O indivíduo mal se forma e já quer ser chamado de Dr. e ouse não chamá-lo assim, as consequências serão terríveis, se estiverem ao alcance dele, claro..

Doutor, pra mim, é quem tem doutorado, se puder ser de Harvard, melhor ainda... Todavia, a maioria esmagadora da população ainda trata médicos, advogados e outras profissões de status dessa maneira. Uma vez, em uma consulta, uma médica me repreendeu: "Senhora não, Doutora!". Perguntei onde ela tinha feito o doutorado, pois não vi nenhum diploma no consultório e disse que eu, como estudante, só "dou" título a quem realmente o merece. Curiosamente, ela aceitou ser chamada de "senhora"

Então, deparando-nos com situações como as do vídeo acima, refletimos o conceito de "Educação". Antes, ser "educado" era saber lidar com as pessoas, utilizando-se de bons modos e boas maneiras; respeitar o próximo, independentemente da sua condição social, mormente quando ele é o seu cliente. Atualmente, pelo que se vê, educação resume-se a conhecimentos teóricos e práticos específicos e só. Em alguns casos, quanto maior o nível de "instrução", mais mal-educada a pessoa é. Triste realidade...




sábado, 24 de outubro de 2009

Quanto você vale?

Um contador diria que você vale o equivalente ao seu patrimônio;
Um internauta viciado em páginas de relacionamentos, à quantidade de amigos no orkut;
Um espiritualista, ao que você tem dentro de si;
Uma patricinha, à marca da sua bolsa e à grife da sua roupa;
Um "rato de academia", às protuberâncias e saliências dos seus bíceps, tríceps, quadríceps e afins...



E a sociedade?

E você?

Você ralmente tem noção de quanto você vale?