quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dos Adjetivos da Medicina....

http://www.youtube.com/watch?v=f8-94HmxCQw

É incrível como, em pleno século XXI, a gente se depara com situações arcaicas. Hoje, a tecnologia, que capta tudo em qualquer lugar e em questão de segundos o mundo todo tem acesso, nos faz ver como o ser humano ainda precisa evoluir.

No vídeo acima, uma médica, filmada fazendo um escândalo, injuriando e ofendendo os funcionários de uma companhia aérea, mostra alguns dos adjetivos inerentes a alguns profissionais da Medicina: arrogância, soberba, despreparo e desequilíbrio emocional.

Antes que atirem pedras, destaco que há bons profissionais, porém ainda existe uma quantidade grande de péssimos representantes da categoria. Não sei se o problema é com a auto-estima de alguns, pois sentem necessidade de afirmar o tempo todo que são médicos. Imagine se isso acontecesse com todos os profissionais: " Você sabe com quem está falando? Eu sou o gari" ; "Me respeite que eu sou caixa!". Como se o médico fosse o único que trabalhasse, como se ninguém mais no mundo tivesse estudado e como se ele fosse o detentor do saber absoluto e, por isso, fosse melhor que a faxineira do seu vizinho.

Infelizmente, a sociedade alimenta esse tipo de conduta. O indivíduo mal se forma e já quer ser chamado de Dr. e ouse não chamá-lo assim, as consequências serão terríveis, se estiverem ao alcance dele, claro..

Doutor, pra mim, é quem tem doutorado, se puder ser de Harvard, melhor ainda... Todavia, a maioria esmagadora da população ainda trata médicos, advogados e outras profissões de status dessa maneira. Uma vez, em uma consulta, uma médica me repreendeu: "Senhora não, Doutora!". Perguntei onde ela tinha feito o doutorado, pois não vi nenhum diploma no consultório e disse que eu, como estudante, só "dou" título a quem realmente o merece. Curiosamente, ela aceitou ser chamada de "senhora"

Então, deparando-nos com situações como as do vídeo acima, refletimos o conceito de "Educação". Antes, ser "educado" era saber lidar com as pessoas, utilizando-se de bons modos e boas maneiras; respeitar o próximo, independentemente da sua condição social, mormente quando ele é o seu cliente. Atualmente, pelo que se vê, educação resume-se a conhecimentos teóricos e práticos específicos e só. Em alguns casos, quanto maior o nível de "instrução", mais mal-educada a pessoa é. Triste realidade...




sábado, 24 de outubro de 2009

Quanto você vale?

Um contador diria que você vale o equivalente ao seu patrimônio;
Um internauta viciado em páginas de relacionamentos, à quantidade de amigos no orkut;
Um espiritualista, ao que você tem dentro de si;
Uma patricinha, à marca da sua bolsa e à grife da sua roupa;
Um "rato de academia", às protuberâncias e saliências dos seus bíceps, tríceps, quadríceps e afins...



E a sociedade?

E você?

Você ralmente tem noção de quanto você vale?

sábado, 26 de setembro de 2009

Estabilidade: uma faca de dois gumes.

Já há algum tempo, venho pensando no lado negativo da estabilidade no serviço público. No quão prejudicial ela é quando os servidores se aproveitam da mesma para não trabalhar.

Antes que comecem a atirar pedras, é importante salientar que não são todos os servidores públicos que se aproveitam do fato de não poderem ser demitidos (a não ser que cometam uma falta muito grave e, mesmo assim, ainda deverá haver um processo administrativo em que lhe será garantida ampla defesa).

Não gosto de suposições. Prefiro estatísticas, fatos, experiências. Nada fictício. Situações reais.

Citarei alguns exemplos ocorridos ontem, sexta-feira, em três varas distintas de Tribunais distintos da nossa capital: Terra da Luz.

Aproximadamente, às 14:45h da tarde, dirigi-me a uma Vara da Justiça do Trabalho para verificar o andamento de um processo. Assim que entrei na Secretaria da Vara, a servidora falou algo extremaente audaz:

"Gente, hoje é dia de calmaria, sexta-feira, dia de desopilar"

Realmente, há dias em que a gente está muito calma e finge que não escuta determinadas barbaridades que são proferidas por alguns seres "humanos", pois, do contrário, eu teria dito a ela: "Pois é, hoje é sexta, mas ainda é dia de trabalho e ainda há expediente!"...

Simplesmente, a servidora estava me dando uma indireta (aliás, foi uma direta mesmo), informando que dia de sexta-feira não é dia de ninguém ir atrás de nada nas varas, pois é dia de descanso... Inclusive, os servidores já estavam entrando no clima do fim de semana:  um som altíssimo, tocando dance, altas conversas, risadas; se bobear, alguns já estavam dançando, trabalhar que é bom...  

Já que citei a referida servidora,  recordei-me de que ela, em outra ocasião, abandonou uma tarefa no meio, pois faltavam 5 minutos para a sua saída. Simplesmente, olhou para o relógio e disse:

"Meu horário já está acabando, a pessoa do outro horário vai ver pra você."
E foi-se embora.

Quando o funcionário do horário seguinte chegou, informou que não podia procurar o processo pois ele não tinha iniciado o procedimento. Resumindo: nem um nem outro resolveram o problema.

E, dessa forma, os cidadãos, em sua maioria, desprovidos de um conhecimento sobre como as coisas devem funcionar vão sendo enrolados e os processos na Justiça vão se arrastando por anos. Há servidores que, definitivamente, não se preocupam nem um pouco com a situação das pessoas que vão em busca de justiça.

Ao perguntar se demoraria muito para a liberação de um alvará, a servidora soltou essa:

"Calma, pra que esse desespero?! O dinheiro vai sair. Já tá lá. Acho que no final da outra semana a Juíza assina o alvará".

É nesse momento que aquela frase antiga e popular realmente mostra a sua veracidade: "No dos outros, é refresco..."

Vivemos numa sociedade capitalista, tudo custa dinheiro e custa caro. Existem milhões de pessoas desempregadas. Qualquer quantia que alguém esteja esperando receber é de suma importância, mas, para determinados funcionários públicos, que estão tranquilos, pois, ao final do mês, entrarão aproximadamente uns 7 ou 8 mil reais em suas contas; a parte ir atrás de um direito é algo impertinente e desnecessário...

Uma frase que me deixa absolutamente indignada é : " A Justiça é lenta porque não temos pessoal suficiente" . Mentira! A Justiça é lenta porque, infelizmente, grande parte dos servidores não quer e não trabalha como deve! E essa conduta vergonhosa não se limita só ao Judiciário. Em todas os poderes isso acontece.

Não conto as vezes em que me dirigi a um órgão público e passei horas esperando enquanto rolava o maior bate-papo entre os funcionários. Fofocas, divagações, comentários acerca da novela, das celebridades. Tudo  é motivo de ocupação nas repartições, exceto o trabalho que ali deveria ser feito. 

Mas, voltando às experiências de sexta-feira...

Saí da Justiça do Trabalho e fui ao Fórum Clóvis Beviláqua. Em uma das varas de Falências, às 15:40h, a juíza sequer tinha aparecido e não havia previsão se ela iria trabalhar.  Em outra Vara Cível, o Juiz também não tinha dado as caras. O que comprova que o descaso, a desídia, o desrespeito para com a função pública encontra-se em todos os graus de hierarquia.

Vendo esses exemplos, tenho desejo de que a estabilidade tenha fim. Por que será que no setor privado tudo funciona(pelo menos melhor que no serviço público)? Porque se um funcionário privado maltratar um cliente, não executar suas funções como deve ou se recusar a fazê-las, ele será punido ao contrário do que ocorre no serviço público.

Creio que as pessoas de bem, que realmente querem trabalhar e honrar a função pública, não se preocupam se vai haver estabilidade ou não, afinal, elas trabalham corretamente. Entretanto, para uma parte razoável do funcionalismo público, que vai às repartições só bater o ponto e esperar o tempo passar até o fim do expediente, o fim da estabilidade seria motivo de noites de insônia, de desespero, pois teriam de fazer o que lhes dá mais temor: trabalhar!

Todavia reflito: a lei 8.112/90 prevê punição para condutas nocivas à finalidade pública nas repartições. Questiono-me se o mal realmente seria a estabilidade ou a não aplicabilidade do estatuto. Entretanto, como o chefe imediato vai saber que o seu subordinado não está trabalhando corretamente se ele mesmo não está lá?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA!

Ao contrário de boa parte da população, eu ainda acredito na Justiça e nas pessoas de bem. Em meio a tantos escândalos nos três poderes, ainda tenho fé naqueles que sonham e fazem a sua parte para que tenhamos um país melhor.

A grande questão é que, infelizmente, está havendo uma inversão de valores. Fazer o certo, exigir os seus direitos, é tida como uma atitude "subversiva"... Peça uma nota fiscal em determinados estabelecimentos... Você recebe um olhar fulminante. Diga ao chefe do Departamento Pessoal que você tem direito a Adicional Noturno e que essa hora é computada como de 52 minutos e 30 seguntos... Assinou sua sentença de morte...
Pois bem, após um ano, finalmente a Justiça do Trabalho (pela qual sou apaixonada) cumpriu o seu dever! Lembro-me como se fosse hoje do dia da audiência:
O preposto da empresa (Chefe do Departamento de Pessoal) sequer olhava para minha cara. Por mim, não fez a menor diferença, além da cara dele não ser das mais bonitas, ele era totalmente anti-ético. Ficou com raiva e levou para o lado pessoal algo estritamente profissional. Meu compromisso sempre foi com o que é certo e com a verdade, ache ruim quem achar.
Os colegas de trabalho, temerosos, diziam: deixa pra lá, a empresa paga o salário em dia.
Sim, obrigação dela, estamos lá no horário, trabalhando, no mínimo, ela tem que nos pagar em dia. Aliás, pagar em dia era a única coisa que ela fazia certo porque se for somar todas as infrações...
A título de exemplificação:
O responsável pelo pagamento teve a audácia de nos levar para homologar a rescisão num sindicato diverso do da nossa categoria. Isso porque o nosso sindicato legítimo estava fazendo as ressalvas, pois a rescisão tinha sido paga com 17 dias de atraso. O aviso prévio trabalhado exige pagamento no primeiro dia útil ao termino do aviso; Então, levaram o restante dos empregados para outro sindicato que "homologou" as demais rescisões sem as devidas ressalvas.
não nos forneceu a guia do seguro desemprego;
para os felizardos que tiraram "férias", as mesmas foram pagas na METADE do período. Pense aí, passar os primeiros 15 dias de férias mais liso que não sei nem o quê...
As pessoas têm medo e como têm medo! Mas, nesse caso em específico, dava até pra ter mesmo. O chefe do Departamento Pessoal ameaçava, era o que a gente chama aqui de Cavalo Batizado. No dia do pagamento das verbas rescisórias, perguntado pela guia do seguro-desemprego, ele disse: "Não vou dar. Tá achando ruim? Se tiver, não pago sua rescisão hoje. "
Mas mesmo com o temor da grande massa trabalhadora, só no primeiro semestre do ano passado, a empresa já tinha tido 20 reclamações trabalhistas, inclusive por demitir uma empregada gestante. Sinal de que ela não se preocupa nem um pouco com o trabalhador.
O que me deixava mais injuriada é que era uma empresa terceirizada. Terceirização com o Estado, contrato extremamente rentável. Recebia por cada um de nós, aproximadamente, 4 mil reais, advinha quanto nos pagava? Prefiro nem comentar... Dava pra pagar todos os encargos trabalhistas e ainda tinha um lucro fantástico.
Voltando ao dia da audiência...
O Juiz pergunta:
- Tem acordo?
- Não. Diz o presposto.
Breves alegações de minha parte. O Juiz tenta persuadir até conseguir um acordo. Sei que está expresso na CLT que ele deve usar de meios para levar à conciliação, mas daí a afirmar:
"Mas a multa do aviso é perfeitamente dispensável..."
Minha advogada e eu nos entreolhamos com um ar de espanto.
Pára tudo que eu perdi o norte agora! Será que minha CLT é pirata? As súmulas que tem no Vade Mecum estão alteradas? (Apenas pensei...)
- Há acordo? Tenta pela última vez o juiz.
Negativa das partes.
- Prova meramente documental, concluso para julgamento. Disse o Juiz para a servidora que transcrevia a audiência.
Fim da audiência.
Passado algum tempo, veriquei no site do Tribunal: "Reclamação Procedente". Minino, mas esses juízes hein, só faltam matar a gente do coração...hehehe.
Felicidade extrema! Não pelo valor pleiteado na ação, mas por ter o reconhecimento perante a Justiça de um desrespeito que é cometido contra milhares de trabalhadores todos os dias. As pessoas contratam, usam a mão-de-obra, não respeitam os direitos trabalhistas, sugam a energia e depois descartam os empregados sem piedade.
O empregador sempre alega: a carga tributária e os encargos trabalhistas são demasiado altos, porém pressupõe-se que quem abre uma empresa tem capital suficiente para arcar com esses encargos e, como salienta a CLT, com os riscos da atividade econômica. É uma escolha.

domingo, 6 de setembro de 2009

Agradecimentos

Sei que demorei um pouco a postar este texto, porém vida de concurseiro é assim: mal saímos de um concurso e já estudamos para outro, mesmo que ainda não tenha saído o resultado do anterior. Estava e ainda estou com pouco tempo para postar.

Gostaria de agradecer às pessoas que levaram a Campanha "Ajude um Concurseiro a Realizar Seu Sonho" a sério e colaboraram com ela, fazendo com que fosse possível a minha ida a Teresina. Obrigada aos depositários anônimos, sei o quão difícil é acreditar nas pessoas em meio a tantas histórias que a gente escuta por aí.

Gostaria, também, de agradecer aos colegas e amigos que colaboraram, em especial: Michele e Emanuele Castro, Ana Alice e Amanda Pimentel, Priscila Luz, Arrais e Diego Cunha (meu amor :P).

Muito obrigada a todos, que Deus lhes devolva cem vezes elevados à décima potência o valor de cada contribuição. ;)

domingo, 12 de julho de 2009

Campanha: Ajude um concurseiro a realizar seu sonho!



O texto de hoje tem, definitivamente, um tom apelativo. Um apelo às pessoas para o incentivo à educação e aos estudos em todas as suas categorias. Sei que muitas pessoas preferem dar uma esmola na rua para se livrarem da consciência pesada e pensarem: "Eu ajudei alguém!". Será que ajudou de fato? Vejamos... Geralmente, as crianças de rua usam o dinheiro pra cheirar cola, isso quando não tem um adulto por trás que, ao final do dia, sai recolhendo o que as crianças conseguiram para utilizar como bem quiser. Na realidade, você está piorando a situação, pois aquela criança, ali, sem estudar, nunca vai mudar de vida, nunca vai poder ajudar, de fato, os familiares e vai perpetuar o ciclo de pobreza, miséria e exploração. Mas, agora, você pode fazer uma pequena doação e, de fato, ajudará alguém!

Como dizem algumas crianças por aí: "Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui, humildemente, pedindo a colaboração dos senhores". De repente, alguém pode perguntar: "Você não poderia estar trabalhando?" De fato, se o mercado privado não fosse tão contraditório, eu poderia "estar trabalhando"(isso é gerundismo hein, só a título de exemplificação rs), entretanto, como a maioria das empresas não respeita os direitos trabalhistas, sequer assina as carteiras dos funcionários, trabalhar no setor privado é algo extremamente complexo. Quando você vai em busca de um emprego, a primeira pergunta que os responsáveis pela seleção fazem é: "você tem experiência?" Daí, eu digo: Como ter experiência, se ninguém dá oportunidade? É ilógico! É absurdo! A não ser que você se pareça com a Cindy Crowford e vá trabalhar numa loja de roupas num shopping (se bem que até nessas lojas estão pedindo experiência kkk), você deverá ter, pelo menos, um ano de experiência no ramo específico da empresa. É mole? Daqui a pouco pedirão uma pós "Strictu sensu" para ser vendedor de eletrodomésticos...

Todavia, quando você consegue o milagre de ser contratado, vem a despedida arbitrária. Você está contando com aquele salário ao final do mês, cheio de planos e, de repente, o chefe o chama para uma conversa em particular e diz:

"Estamos passando por um momento delicado na empresa, haverá corte de pessoal, infelizmente, você está demitido." (Automaticamente, a gente se lembra do Roberto Justus...kkkk) Mas você percebe que a empresa está indo de vento em polpa, já tem até outra pessoa lá fora pra ser entrevistada (para a sua vaga,,,). Simplesmente, o "Boss" não vai mais com a sua cara e quer você fora da empresa dele... É... isso é o mercado privado!

Precisa dizer mais alguma coisa? Quem se sensibilizar e quiser me ajudar a fazer a prova em outro estado, pode fazer uma pequena colaboração de apenas 1 real para a Agência 2251 C/C: 9440-4 Bradesco.

O que é 1 real para você? Para mim, ele significa muita coisa!






quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do Poder de Decisão


Tudo seria mais simples se nós tivéssemos consciência e não tivéssemos receio do nosso poder de decisão. Embora muitas pessoas gostem de atribuir o seu sucesso e, principalmente, o seu fracasso a fatores externos, no final das contas, somos nós quem, de fato, decidimos o nosso destino. Entretanto é mais fácil, menos doloroso e com uma menor (ou quase nula) carga de responsabilidade, se abster de tomar decisões.


Na realidade, não recrimino quem se abstém. Escolher é algo difícil, exige, acima de tudo, coragem para arcar com as consequências de suas escolhas e nem todo mundo quer se comprometer. Todavia, há momentos em que a escolha é inevitável e já que esses momentos existem, é melhor que nos acostumemos a tomar as rédeas da situação...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Da Visão Limitada

A maioria esmagadora das pessoas só consegue enxergar o que está imediatamente diante de seus olhos. Não conseguem visualizar um resultado a longo prazo e não entendem e se incomodam profundamente com quem vislumbra os seus próximos 5, 10, ou 20 anos.

Isso na vida de um concurseiro se reflete, principalmente, nas opiniões (desnecessárias) da família. E como a família pressiona! Você está tentando se concentrar, apreender um conteúdo vasto, aparentemente, impossível de captar, enquanto estão batendo na porta com um anúncio de jornal para ser atendente de loja de departamento.

Não tenho nada contra quem trabalha em loja de departamento, em telemarketing ou afins, inclusive já trabalhei (quando tinha 18 anos) nesses ramos, entretanto, a tendência natural do ser humano é evoluir e conquistar uma melhor qualidade de vida. Venhamos e convenhamos, passar 8 horas do seu precioso dia (que, no final das contas, com o tempo de deslocamento, se convertem em 11 ou 12 horas diárias) a serviço de empresas que, em sua maioria sequer respeitam os direitos trabalhistas; viver sob pressão, ganhar um salário mínimo, e, depois que a empresa já tiver sugado todas as suas forças, demiti-lo sem piedade não é o sonho de um ser racional.

A priori, alguém pode dizer: isso é pensamento de filhinho de papai que não tem filhos pra sustentar e não está passando fome. Realmente, graças a Deus, não estou passando fome e posso me dar ao "luxo" de estudar, mas isso tem um preço: o estresse psicológico. As pessoas não conseguem conceber a realidade: estudar é um trabalho árduo, cansativo e desgastante. Minha bunda que o diga! Estou vendo a hora nascerem escárias nas minhas nádegas de tanto tempo que fico sentada na cadeira lendo, resolvendo provas, buscando atualizações. E, de repente, chega alguém e diz: Você faz o que além de estudar? Dá vontade de mandar pros quintos dos infernos!

Muitas pessoas confundem estudar com frequentar um curso. Ah conheço uma infinidade de "estudantes" que só marcam presença nos cursinhos e nas faculdades. Há alunos que passam 5 anos numa faculdade de Direito e têm que fazer um preparatório pra passar na prova da OAB. Isso é estudar? De fato não o é. Estudar de verdade é um oficio, tanto é que consta da lista de profissões de qualquer contrato financeiro que você fizer... Profissão: estudante!

Logo, resolvi não me estressar mais. Tranco a porta do quarto, ponho meus fones de ouvido e estudo tranquilamente. Sei que minha colheita chegará e todo o esforço terá valido a pena. Depois da nomeação, quero ver a hipocrisia das pessoas de visão limitada, dizendo que sempre me apoiaram e que sabiam que eu teria um futuro brilhante no serviço público...

sábado, 30 de maio de 2009

Cortando Laços e Desatando Nós

E quem disse que crescer é fácil? A experiência adquirida ao longo das decepções, das desilusões e das coisas da vida faz com que percebamos o momento de deixar fatos e pessoas no seu devido lugar: o passado. Não são todas, óbvio, mas por mais que se goste, que se tenha apreço, chega um ponto em que a proximidade é mais destrutiva que construtiva e ela precisa cessar. A via de mão única desgasta, dar tudo e não receber nada, além de frustrante, é doloroso.

Não é fácil. Em muitos casos, os laços são fortes, selados ainda na infância; em outros, os laços são recentes, porém não menos intensos, dando a impressão de serem indestrutíveis, todavia temos que nos desfazer dessa bola de aço a que estamos acorrentados e que nos está arrastando pro fundo do mar. Temos que nadar livres, sem fardos.

É duro reconhecer que determinadas pessoas que considerávamos amigas, companheiras, confiáveis, nada mais são do que pessoas oportunistas, interesseiras e traiçoeiras. Dói, mas tem de ser feito para que sigamos em frente e possamos evoluir de maneira saudável. Isso não significa que você se tornará inimigo mortal dessas pessoas, somente que vocês pertencem a mundos distintos e têm de ficar nos seus respectivos meios...

domingo, 24 de maio de 2009

Risco


Embora muitos literatos possam dizer que essa frase também já se tornou clichê( o que me causa certo receio, pois chegará um momento em que tudo o que dissermos será considerado clichê...), viver é um grande risco. A todo instante estamos correndo riscos. Risco de nos apaixonarmos e perdemos a nossa racionalidade tão buscada e mantida a duras penas, risco de nos levarem pessoas que consideramos insubstituíveis, risco de perdermos nosso padrão de vida estável e termos, simplesmente, que recomeçar; em contrapartida, risco de encontramos diamantes brutos que necessitam apenas de lapidação, risco de sermos incrivelmente surpreendidos por pessoas que, a priori, não seriam capazes de surpreender sequer elas mesmas... Enfim, tudo é um risco. E se tudo é uma questão de probabilidades, para que nos privar e deixar de dar oportunidade para que as pessoas possam mostrar seu potencial? Para que ficarmos presos a padrões que nos limitam e nos impedem de crescer? Para que existir se podemos viver?